Nossa história

Histórico da Banda de Música Lira são Carlos

  Segundo Silvério Rocha, os primeiros registros de atuação de grupos musicais em nossa comunidade datam da época em o Retiro é elevado a distrito de Santo António do Monte, no ano de 1925, passando a ser chamado de Lagoa da Prata. Nesse período a presença de Donana, viúva de Francisco Puglia ou Chico Turco, foi muito importante. Ela se tornaria a primeira regente da banda. No entanto, esta primeira agremiação não chegou a ser registrada oficialmente. Foi nos anos da década de 1940, que surgiria a “Diabos do Céu” uma jazz Band que duraria muitos anos. Dela fazia parte o sr. Quito, o sr. Tito, o sr. Valtinho, o sr. Otaviano Coutinho e seu irmão Estevão.

 Em 1957 é criada a Orquestra Filarmônica Nossa Senhora do Carmo, mais conhecida como a “Filarmônica do Carmelo”, idealizada pelo maestro Carmelo de Sá. De acordo com Vicente Teixeira Amorim, chegou a contar com trinta membros e animava as festividades de Lagoa da Prata e região. Dela fazia parte o maestro Agostinho Ferreira, José Carlos, Bernardo Teixeira Amorim, Zico Lacerda, José Xenafonte, Lúcio Castro, Jó Ferreira, Onésio Araújo, Mario Domingos, Valtinho do Prócolo, Paulo Sivelli, Ildeu Macarrão, Itamar Zezé, Valdir Barbeiro, Nonô Relojoeiro, Ildeu de Bessas, Antonio Carlos, Adelmo Lopes, João Capeta, Afonso Honório e Jorge Leite. (Anexo 1)

A Orquestra Filarmônica Nossa Senhora do Carmo era mantida com verbas municipais destinadas à cultura, e no entra e sai de prefeitos, dificuldades financeiras e prioridades, a corporação teve períodos de estagnação. Ela sobreviveria até o final dos anos de 1960, com a mudança do maestro Carmelo de Sá, para outra cidade. (Anexo 2). Mas a tradição musical e o espírito artístico estavam enraizados desde a primeira banda de 1924, e muitos integrantes da banda que jazia adormecida continuaram tocando em conjuntos pelos cantos da cidade.

 Em 1977, por sugestão da maestrina Guiomar Sampaio, o então prefeito Pedro Paulo Rezende decidiu recriar uma banda musical com o apoio logístico e financeiro da Prefeitura Municipal de Lagoa da Prata. Foi fundada a Banda de Música Lira São Carlos. Nela se reuniu os músicos veteranos e remanescentes de outras agremiações que perseveraram durante a hibernação da antiga orquestra N.S.do Carmo que agora revivia na pele da Lira São Carlos. O Estatuto da mesma, propriamente dito, foi redigido pelo Dr. Ciro dos Santos em 1979 e a corporação seria inscrita na Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais no ano seguinte (Anexo 3).  Em 1980 foi registrada no Conselho Nacional do Serviço Social do Ministério da Educação e Cultura. (Anexo 4)

Durante os anos de 1980, entre altos e baixos, ao sabor das flutuações da economia local, da qual dependia para se manter, a Banda de Música Lira são Carlos foi declarada como entidade de Utilidade Pública pela Prefeitura Municipal de Lagoa da Prata (Anexo 5). O objetivo era garantir recursos e buscar melhor estruturação financeira. No ano de 1992, o estatuto da agremiação foi finalmente registrado oficialmente. Porém um novo período de estagnação se iniciaria ainda naquele ano por falta de recursos, a entidade teve de encerrar suas atividades ficando inativa até 1996.

Em 1996, o prefeito Zezinho Ribeiro, propôs a reativação da agremiação aos responsáveis pela Banda de Música Lira São Carlos, garantindo as verbas para seu funcionamento e a realização dos ensaios e aulas na antiga estação ferroviária. (Anexo 6).

Em 1997, o prefeito Lucas Antônio de Resende se comprometeria com o financiamento/manutenção da Banda durante seu mandato, transformando‐a em entidade sem fins lucrativos e com uma verba mensal repassada pela Prefeitura. E no ano de 1997 foi eleita a primeira diretoria da entidade.

 Em 1999 o prédio da antiga estação ferroviária foi repassado à Fundação de Cultura e Turismo de Lagoa da Prata (Futura), como parte do patrimônio necessário à constituição da fundação, juntamente com o Museu e a Praia Municipal, e a Lira São Carlos perdeu sua sede. Nos anos seguintes, a Banda passou a funcionar em escolas e salões comunitários cedidos pelo Poder Público, mas sem a promessa de construção de uma sede própria definitiva. Até mesmo na Vila Vicentina, a Banda encontrou um cômodo, gentilmente cedido pelos confrades e que servisse temporariamente. Também naquele ano ingressou na agremiação o Vicente Teixeira Amorim, filho de Bernardo Teixeira Amorim, antigo músico da Orquestra filarmônica Nossa Senhora do Carmo, como músico e membro atuante, assumiu a presidência em 2002, cargo que ocupou até 2016.

Durante sua gestão, muito se fez pela agremiação, que mesmo sem sede própria nunca deixou de ensaiar e se apresentar para a comunidade em datas comemorativas e festividades religiosas. Sobretudo buscou recursos para impulsionar e manter ativa a entidade.

 Em 2004, por exemplo, foi firmado um convênio com o extinto Instituto Júnia Rabello, que naquele ano doou à Lira São Carlos instrumentos e equipamentos novos, além de cerca de R$ 70.000,00 como apoio financeiro. Esse convênio consistia na realização de cursos de iniciação musical com os alunos do PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, com o apoio da Assistência Social. (Anexo 7)

 A criação do escudo da Banda de Música Lira São Carlos também se deu na gestão de Vicente, o responsável foi Cléver Soares de Vasconcelos. Ele também foi um dos responsáveis pela parceria com o Instituto Júnia Rabello. (Anexo 8)

Grande destaque nas conquistas da Lira São Carlos a partir do ano de 2006 foram os Encontros de Bandas de Música de Lagoa da Prata, que encerra o Festival de Cultura da cidade. (Anexo 9)

Em 2012, na gestão do prefeito Antonio Divino de Miranda, a Banda de Música Lira São Carlos, após minucioso levantamento histórico-cultural, relatado em um dossiê e encaminhado ao IEPHA, foi registrada como bem cultural imaterial de Lagoa da Prata.

 De 2012 até hoje, a Banda continuou sua história no município e na região, participando de projetos, de encontros de bandas e lutando para se manter com o apoio limitado do poder público. Atualmente a Banda conta com 30 músicos e tem como presidente a Sra. Joice Fernanda Moura Rodrigues, em seu primeiro mandato.

 Ensaia semanalmente na Rua Rodolfo Bernardes, 121, bairro Santa Helena, onde oferece aulas gratuitas de execução instrumental e teoria musical a todos que a procuram, bastando para isso ter boa vontade para aprender. (Anexo 10)Referência: Quadro VI Registro Bem cultural Imaterial/ Exercício 2012

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